Julho 16, 2009
Aqui vou....
Precisava de...parar e apartar-me da rotina. Finalmente vou ter o meu lugar ao sol.
Que a volta da minha ida traga mudanças e novos rumos. Preciso de novos ares, novos mares, novas ilusões. Acho que todos nós precisamos para esquecer, crescer e descansar.
Hasta pronto! Boas férias.
Até ao meu regresso
Julho 15, 2009
(reflexão)
Não gosto
Não gosto de me sentir observada.
Não gosto de lamechices que não sejam as minhas
Não gosto de pressão atrás da orelha.
Não gosto de ter véus de pudor quando escrevo.
Não gosto de muita coisa.
Gosto de estar sossegada
Julho 13, 2009
Oxalá te veja debaixo da lua
Tu és o meu lugar favorito.
És o meu cantinho do mundo.
Só tu me trauteias baixinho uma canção que dizes ser minha.
És o meu lugar favorito e oxalá continue assim.
Debaixo da lua somos algo distinto.
Oxalá voltasse em breve. Oxalá não tivesse ido. Oxalá não deixe de voltar.
Julho 08, 2009
Desejo...
Queria recomeçar
Recomeçar...
Desinfectar, purificar, exaguar
Esquecer o sujo que permanece sem limpar.
Recomeçar de novo sem rugas de expressão, sem punhais cravados, sem histórias já escritas.
Recomeçar sem memória, sem penas, sem pecados.
Novos textos, novos beijos, novos orgulhos, novas virtudes, novas vitórias, novos olhares, novos sorrisos, novos fados.
Recomeçar sem planos, sem metas, sem escadotes, sem saltos, sem maquilhagem, sem roupa e sem escrúpulos.
Novos princípios, novas fés, novas crenças, novas apostas, novos amantes, novos amores, novos contos, novos livros, novas páginas, novos heróis, novas feras.
Queria recomeçar de uma vez sem mais esperas...
Julho 05, 2009
E foi assim...
Nem uma cerejinha....
Cambada de idiotas!
Julho 04, 2009
conociéndote....
Me conozco...
o más bien...te conozco
Julho 03, 2009
Os nossos olhares
O meu novo velho vicio

Dejame
Déjame, no juegues más conmigo,
esta vez, en serio te lo digo
tuviste una oportunidad,
y la dejaste escapar.
Déjame, no vuelvas a mi lado,
una vez, estuve equivocado,
pero ahora todo eso pasó,
no queda nada de ese amor.
No hay nada que ahora ya, puedas hacer
porque a tu lado yo, no volveré, no volveré.
Déjame, ya no tiene sentido,
es mejor que sigas tu camino,
que yo el mío seguiré,
por eso ahora déjame.
No hay nada que ahora ya, puedas hacer
porque a tu lado yo,
no volveré, no volveré.
Déjame, ya no tiene sentido,
es mejor que sigas tu camino,
que yo el mío seguiré,
por eso ahora déjame,
Tuviste una oportunidad
y la dejaste escapar.
(Los secretos)
Julho 01, 2009
Obras grandes....
Eu não percebo nada disso...e nem se quer me admira muito que Lisboa um dia venha a desenvolver-se pelas caves e submundos alfacinhas que tantos segredos devem esconder!!!
...Mais um túnel...para Lisboeta andar ou para inglês ver?
Faltam grandes obras e não só obras grandes...
Santana Lopes quer construir um túnel no Saldanha....e pede ajuda a Deus!
E se o outro candidato também pedir ajuda? Em que ficamos?
Junho 30, 2009
As I want you to be as a friend,
As a friend, as an old enemy
Take your time, hurry up
Choice is yours, don't be late
Take rest, rest you friend
As an old memory, memory,
Memory, memory, memory, memory
(...)
Se pudesses ler isto...saberias que isto é para ti...
Banquinho de jardin...
* esta mensagem tem destinatário! Eu avisarei quando isso voltar a ocorrer!
Fazemos as pazes e já está?
Junho 23, 2009
hoy
Maio 30, 2009
Mi Angie
ANGIE
(M. Jagger/K. Richards)
Angie, Angie, when will those clouds all disappear?
Angie, Angie, where will it lead us from here?
With no loving in our souls and no money in our coats
You can't say we're satisfied
But Angie, Angie, you can't say we never tried
Angie, you're beautiful, but ain't it time we said good-bye?
Angie, I still love you, remember all those nights we cried?
All the dreams we held so close seemed to all go up in smoke
Let me whisper in your ear:
Angie, Angie, where will it lead us from here?
Oh, Angie, don't you weep, all your kisses still taste sweet
I hate that sadness in your eyes
But Angie, Angie, ain't it time we said good-bye?
With no loving in our souls and no money in our coats
You can't say we're satisfied
But Angie, I still love you, baby
Ev'rywhere I look I see your eyes
There ain't a woman that comes close to you
Come on Baby, dry your eyes
But Angie, Angie, ain't it good to be alive?
Angie, Angie, they can't say we never tried
Maio 29, 2009
O eterno tempo das magnólias

No tempo em que escrever era um piropo que saía com desdém, havia sempre uma frase que zumbia atabalhoadamente nos meus ouvidos: "(...)deves começar quando as magnólias começam a dar flor". Quem a proferiu não era um grande herói ou uma personalidade que me marcasse por aí além. Aliás, foi uma pessoa que passou pela minha vida num pispás que mais parecia um trintitim, mas o facto é que marcou qualquer coisinha.
Não importa o que seja que tenhas de começar, a questão é começar e saber que se não começaste já sabes que, não obstante estar Maio a terminar, podes começar. O bom é que não há muito consenso para a data do florescimento. E melhor ainda é que existem Magnolias de folha perene o que nos permite ter sempre a possibilidade de começar sem estar atrasado de tão atrasados que estamos. E aqui estou eu decidida a cumprir o conselho e a aproveitar a energia das magnolias.
Fotografia
Maio 28, 2009
Nunca ou raramente (de)pende de nós.
Nunca ou raramente (de)pende de nós.
Eu assumo e aqui declaro que sou uma autentica pendente.
Maio 27, 2009
Brilhante...traumas de morada
Por exemplo. Há uns anos, um grande amigo meu, que morava em Sete Rios,
comprou um andar em Carnaxide.
Fica pertíssimo de Lisboa, é agradável, tem árvores e cafés. Só tinha um
problema. Era em Carnaxide. Nunca mais ninguém o viu. Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a Mauritânia!
Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e Moscavide. Rimam com Tide e com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide.
Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em Cascais. É a injustiça do endereço.
Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos.
O tamanho e a arquitectura da casa não interessam. Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, Brandoa, Cumeada, Agualva-Cacém, Bobadela, Abuxarda, Alfornelos, Murtosa, Angeja... ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola.
Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, na Baixa da Banheira, no Fogueteiro e na Cruz de Pau. (...)
Ao ler os nomes de alguns sítios - Penedo, Magoito, Porrais, Picha, Punhete, Venda das Raparigas, compreende-se porque é que Portugal não está preparado para entrar na CEE.
De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa o Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai querer integrar?
Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses.
Imagine-se o impacte de dizer "Eu sou da Margalha" (Gavião) no meio de um jantar.
Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente "E a menina de onde é?", e a menina diz: "Eu sou da Fonte da Rata" (Espinho).
E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando "E onde mora, presentemente?", Só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).
É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro? Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do Garganta Funda.
Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso?
Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de uma Vergadelas?
É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da "terra".
Ninguém é do Porto ou de Lisboa.
Toda a gente é de outra terra qualquer. Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir.
Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do Bairro).
É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros ("I am from the Fountain of Drink and Go Away...").
Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de Filha Boa.
Verá que não é bem atendido. (...) Não há limites. Há até um lugar chamado Cabrão, no concelho de Ponte de Lima!
Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros.
Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes giraços, tipo Não Sei, A Mousse é Caseira, Vai Mais um Rissol. (...)
Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo Corte Pão e Água (Mértola), sem passar por Poriço (Vila Verde), e acabando a comprar rebuçados em Bombom do "Bogadouro"(1), (Amarante), depois de ter parado para fazer um chichi em Alçaperna (Lousã).
¹ - Bogadouro é o Mogadouro quando se está constipado!!! "
(Miguel Esteves Cardoso)
Maio 19, 2009
Do alto da minha varanda
No alto da minha varanda vejo a agitação de Madrid; o glamour de Paris; as bicicletas em Amesterdão; os Fjords da Noruega; o Big Ben em Londres; o tango
Da minha varanda vejo tudo menos a minha cidade. Por mais que tente não encontro o Terreiro do Paço; o eléctrico de Alfama; o Castelo de São Jorge; a rua Augusta; as vistas para o Tejo, os Jerónimos nem a Torre de Belém. Por mais que tente não sinto o cheiro do pôr-do-sol no Tejo; o cheiro dos caracóis ao fim da tarde; o cheiro a livros velhos da livraria na rua da Misericórdia; o cheiro do azeite quente e alho do bacalhau à Lagareiro; o aroma de café; o cheiro de chouriço assado com vinho tinto numa tasca; o cheiro da saudade; o cheiro de casa. Da minha janela não mato saudades da alma, dos cheiros, das vistas nem do sabor da minha cidade.







